domingo, 20 de abril de 2014
terça-feira, 25 de março de 2014
Ideologia de gênero na Educação
No final do ano passado, voi votado no Senado Federal o projeto para o Plano Nacional de Educação. O PNE contém as diretrizes para todo o sistema educaional brasileiro para os próximos anos. Dentre os diversos problemas que se encontram no texto, o mais grave deles é a inserção da Ideologia de Gênero em nosso sistema educacional. Na ocasião, os senadores rejeitaram a tentativa de tornar obrigatório o ensino dessa ideologia em nosso sistema educacional.
Após a votação no Senado, o PNE foi para a Câmara dos Deputados, onde será votado por uma Comissão Especial. A votação final ocorrerá no dia 19, na próxima semana. Vários deputados afirmaram que são favoráveis à obrigatoriedade da insersação daIdeologia de Gênero. Além disso, o relator da comissão, o deputado Álvaro Vanhoni, do PT do Paraná, adotou a mesma posição defendida pelo presidente da ABGLT, ou seja, a defesa da inclusão da Ideologia de Gênero no sistema educacional brasileiro.
Como já foi explicado em outra ocasião, a Ideologia de Gênero é uma técnica idealizada para destruir a família como instituição social. Ela é apresentada sob a maquiagem da "luta contra o preconceito", mas na verdade o que se pretende é subverter completamente a sexualidade humana, desde a mais tenra infância, com o objetivo de abolir a família.
Além disso, a palavra “gênero”, segundo os criadores da Ideologia de Gênero, deve substituir o uso corrente de palavra “sexo” e referir-se a um papel socialmente construído, não a uma realidade que tenha seu fundamento na biologia. Desta maneira, por serem papéis socialmente construídos, poderão ser criados gêneros em número ilimitado, e poderá haver inclusive gêneros associados à pedofilia ou ao incesto. É o que diz, por exemplo, a feminista radical Shulamith Firestone: “O tabu do incesto hoje é necessário somente para preservar a família; então, se nós nos desfizermos da família, iremos de fato desfazer-nos das repressões que moldam a sexualidade em formas específicas”. Ora, uma vez que a sexualidade seja determinada pelo "gênero" e não pela biologia, não haverá mais sentido em sustentar que a família é resultado da união estável entre homem e mulher.
Se estes novos conceitos forem introduzidos na legislação, estará comprometido todo o edifício social e legal que tinha seu sustento sobre a instituição da família. Os princípios legais para a construção de uma nova nova sociedade, baseada na total permissividade sexual, terão sido lançados. A instituição familiar passará a ser vista como uma categoria “opressora” diante dos gêneros novos e inventados, como a homossexualidade, bissexualidade, transexualidade e outros. Para que estes novos gêneros sejam protegidos contra a discriminação da instituição familiar, kits gays, bissexuais, transexuais e outros poderão tornar-se obrigatórios nas escolas. Já existe inclusive um projeto de lei que pretende inserir nas metas da Lei de Diretrizes e Bases da Educação nacional a expressão “igualdade de gênero”.
Por isso, temos de nos manifestar imediatamente e pedir aos deputados que rejeitem completamenta a introdução da Ideologia de Gênero em nosso sistema educacional.
Por que fazemos abstinência de carne?
A abstinência de carne e o jejum são orientados pela Igreja que sejam feitos na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa, para recordar o amor de Cristo, que morre na Cruz por nós.
É um sacrifício em memória da Paixão de Cristo, que entregou a sua carne para nos reconciliar. É um pequeno sacrifício em comparação ao que Cristo fez por nós.
O Missionário Redentorista, padre Luiz Carlos de Oliveira afirmou que muitos fiéis faziam abstinência de carne pensando que, evitando a carne, seria mais fácil vencer os vícios.
"A abstinência de carne é um costume generalizado entre muitas religiões. Esta prática é entendida de diversos modos. Alguns pensam que o ser humano e carne e espírito como opostos. É o princípio dualista. Procura-se eliminar o que é carnal para desenvolver a parte espiritual. É o princípio do bem e do mal. Pode-se também lembrar essa identificação da carne humana como geradora do mal, do pecado. Coibindo o uso da carne, dominamos os instintos carnais e assim se eleva o espiritual. Passou-se então a desprezar tudo o que é humano como animalesco em função da beleza do espiritual", afirmou.
Padre Luiz Carlos explica que Jesus não pensou assim e ensinou a unidade do espiritual e do material.
"O ser humano é matéria, mas é também espiritual, não em oposição, mas na mútua complementariedade. Falamos de ressurreição da carne. A carne, nosso modo de existir, faz parte do projeto amoroso de Deus para a felicidade das pessoas".
"Não podemos negar as tendências ao mal. As tentações existem. Não basta só abster-se de carne. Ela que é um aspecto simbólico de tantos males dos quais temos que nos abster", completou.
O Missionário Redentorista lembra que a Igreja do Brasil propõe que todas as sextas-feiras do ano, sejam dias de penitência, e que pode também não se comer carne como penitência.
Qual a diferença da abstinência de carne e do jejum?
Padre Luiz Carlos nos explica que o jejum é mais amplo que a abstinência de carne. É praticado por opção da pessoa nos outros dias que não são de obrigação. Atualmente, nas normas da Igreja, o jejum é obrigatório somente na Quarta-Feira de Cinzas e na Sexta-Feira Santa.
"O jejum tem um sentido espiritual e não somente uma prática de tratamento do corpo, o que pode ser beneficiado. O jejum religioso é prática antiga entre os judeus e os cristãos assumiram esta prática. Jesus criticou muito o jejum feito para aparecer, sem uma vida coerente de justiça e caridade. Não adianta tirar a comida se não tiramos a gordura que pesa nosso coração", afirmou.
De acordo com o Missionário Redentorista o jejum é um remédio muito bom para nos equilibrar no relacionamento com as coisas criadas. É preciso saber dominar-se diante das coisas boas, para que não se tornem perniciosas.
"Comer é bom, mas com o equilíbrio. Quanto há um mundo os que passam fome, há os que exageram na comida. Pior ainda é o desperdício que ofende o ser humano necessitado".
Padre Luiz Carlos lembra que não podemos ser escravos dos bens criados, pois seremos dominadores dos necessitados e colocaremos Deus de lado, perdendo assim a harmonia que deve haver em nosso ser humano e espiritual.
"A prática do Jejum imita os 40 dias de Jesus no deserto. Ali se preparou para sua missão. Quem sabe, nas decisões de nossa vida, não fosse bom prepará-la com o jejum e a oração. A liturgia deste tempo fala muito de jejum, mas não vejo que ele aconteça. Quem sabe devamos repensar seu sentido e seu uso", completou.
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Desafios quaresmais
A cidade do Rio de Janeiro é cosmopolita. Não é uma simples cidade, é uma porção do mundo com todas as suas características, com todas as suas potencialidades, com todos os seus desafios, com todos os seus problemas, consciente da sua responsabilidade na construção de relacionamentos verdadeiramente humanos que revelem ao mundo quem é o nosso Deus e qual o seu projeto. Por isso, todo relacionamento que desumaniza deve nos deixar indignados.
Somos a cidade brasileira mais conhecida no mundo, e também uma das mais visitada pelos mais diversos tipos de pessoas e para os mais diversos interesses, desde os mais sublimes até os mais escusos. Temos que ter consciência disso se quisermos fazer com que a nossa cidade seja um grande centro de difusão de novos relacionamentos, mediados pelos valores do Evangelho.
Toda essa realidade nos mostra a importância de trabalharmos a Campanha da Fraternidade deste ano: Fraternidade e o tráfico de pessoas. Este é o segundo tipo de crime organizado mais lucrativo do mundo, perdendo apenas para o tráfico de drogas. Grande número de mulheres é traficado, principalmente para fora do país, para a exploração sexual nas suas mais diferentes e degradantes formas. Muitos homens são traficados, principalmente para o trabalho escravo, de modo especial nas fazendas do interior de alguns Estados ou em centros de produção, em especial confecções, em nossas capitais. As pessoas são traficadas enganadas, pensando em resolver suas necessidades financeiras e iludidas por valores econômicos, e acabam escravizadas com seus documentos apreendidos pelos seus "donos".
Esta situação aviltante é mundial e exige de nossa Arquidiocese não apenas uma postura clara, mas ações eficazes, principalmente no que diz respeito à sua prevenção e à solidariedade com as suas vítimas. O nosso Plano de Pastoral, entre os números 129 e 131, é claro quando afirma que precisamos vencer as mais diversas formas da cultura de morte presente no nosso meio. Isso significa que esta Campanha da Fraternidade nos ajuda a viver melhor o nosso planejamento pastoral. Trata-se também de reconhecermos que em todos os casos de tráfico de pessoas encontramos a vida ameaçada.
Tempo de Quaresma é tempo de conversão, é tempo de descobrirmos novos valores que possibilitem a nossa melhor configuração a Jesus Cristo, realizando de forma mais plena a graça que recebemos no Sacramento do Batismo. Todos os valores que fundamentam essa nossa conversão são, na verdade, expressões no novo mandamento que Jesus nos deixou: Amai-vos uns aos outros como eu vos amei (Jo 15, 12). A verdadeira conversão consiste na efetivação do amor em sua dupla dimensão: a Deus e ao próximo. Devemos, pois, efetivar o nosso amor no universo do tráfico de pessoas.
Efetivar o amor significa, em primeiro lugar, realizar um trabalho preventivo para que as pessoas não se tornem vítimas do tráfico. Ou seja, expandir os trabalhos das nossas pastorais sociais, principalmente no que diz respeito às pessoas fragilizadas como, por exemplo, as que estão desempregadas, que são vítimas potenciais do tráfico de pessoas. Também devemos lutar para a superação da miséria e da fome, que fragilizam as pessoas.
A conversão não é abstrata, espiritual. Ela é concreta, existencial, envolve a vida das pessoas na sua totalidade e em todos os seus aspectos e dimensões. Não podemos limitar a nossa conversão à dimensão espiritual ou limitá-la às quatro paredes da Igreja. É por isso que o nosso Plano de Pastoral Arquidiocesano apresenta propostas concretas para que o amor seja vivido, a vida defendida, respeitada e valorizada e a sociedade seja transformada.
Que nesta Quaresma, a Campanha da Fraternidade seja assumida pela nossa Arquidiocese para que tenhamos um chamado concreto para a conversão e, assim, possamos produzir frutos que permaneçam para a vida eterna. E o fruto que o Pai quer é a vida e a felicidade dos seus filhos e filhas. Vamos nos deixar converter para que sejamos para o mundo verdadeiras testemunhas de Jesus e do Reino!
Por: Dom Orani Tempesta
Desigualdade
É
muito triste viver em um mundo desigual, é triste falar de desigualdade quando
sabemos que todos nós somos iguais e todos, humanos, onde carregamos consigo as
mesmas características humanas (membros corporais).
A
desigualdade, principalmente social, afeta constantemente o mundo que vivemos,
fazendo assim o mundo ficar cada vez pior.
Existem
vários tipos de desigualdade: econômica, social, de gênero, de escolaridade,
entre muitos outros tipos.
Mas
um dos que tem maior auge ultimamente é a DESIGUALDADE ECONÔMICA, como o
Professor Augusto Fernando (Professor do Colégio Estadual
Alcebíades- Sociologia) falou que “é a partir dela que surgem as
outras desigualdades; se você tem dinheiro você pode ter uma posição política
boa, se tem dinheiro pode conseguir o melhor emprego oferecido e o mais
valorizado”.
Infelizmente
vivemos com esse mal em nosso meio, um mal que não deveria existir porque não é
dinheiro nem outra coisa que nos define como pessoa e nem nosso caráter.
Muitas
pessoas sofrem com este mal que reina na humanidade, pessoas ricas desfazendo
das pessoas menos favorecidas, pessoas com cargos altos desprezando outras que
seu cargo é menor, pessoas com profissões muito valorizadas desmerecendo as que
têm empregos menos valorizados, enfim, existem várias maneiras de
desigualdades.
Pessoas
choram porque são tratadas com indiferença, pessoas vivem desprezadas por não
terem dinheiro, por não terem um bom emprego; até quando vamos viver com esse
mal atormentador?
Devemos
acordar e ver que todos nós somos iguais, que quando morrermos, não levaremos
nada, só levaremos o próprio corpo e uma roupa vestida e o caixão.
Vivemos
infelizmente em mundo de pessoas que não vivem em união, pessoas que se auto
definem pelo que tem, pelo dinheiro, emprego, posição, onde na verdade são
pessoas como nós, com dois braços, duas pernas, dois olhos, enfim, tudo igual.
Vamos
mudar essa visão mundana, e fazermos assim um mundo novo e melhor.
E
nunca esqueçamos: Existe PESSOAS, não OBJETOS.
Autoria,
Fabrício Rodrigues
Juventude
Vários
assuntos estão sendo abortados ultimamente, coisas que devem ser refletidas
profundamente para chegarmos a um entendimento útil. Assuntos esses que são
necessários serem trabalhados no ambiente em que vivemos, para formar as
pessoas para um mundo novo, para um mundo melhor.
São
vários os assuntos que devem ser trabalhados, mas o que citarei aqui é um que
durante este ano principalmente para a igreja, é de grande importância: Juventude.
Vivemos
no século XXI, um século de grandes mudanças, de grandes acontecimentos.
Vivemos
em um mundo totalmente diferente, com muita violência, e sempre o alvo de tudo
que acontece é a nossa Juventude.
Jovens
que estão perdidos neste mundo, nas drogas, na prostituição, no tráfico, e
sempre aos poucos vão se acabando, uns morrem em acidentes, outros são
assassinados muitas vezes por engano ou por dever alguma droga ou coisa
parecida.
Cada
vez mais fica pior, e nós muitas vezes ficamos sem saber o que fazer diante
dessa triste realidade. Os jovens não querem mais buscar a Deus, fazer de Deus
seu centro, sua razão de viver, colocam Deus por último, só o procura em
necessidades.
Devemos ajudar essa juventude, pois
ele estão necessitando muito, precisam conhecer um verdadeiro amor que é
Cristo. Mostrar que a vida tem um sentido, que a vida é bela e precisa ser
vivida bem, mas em Cristo.
É
possível sim viver a santidade no século XXI, num mundo que está tão difícil,
mas devemos perseverar e deixar o olhar fixo em Cristo, para termos forças para
caminhar, o saudoso Beato João Paulo II sempre dizia: “Jovens, não tenhais medo de ser SANTOS” e também dizia: “Precisamos de santos de calça Jeans e
tênis”.
Isso
sim é ser santo, é não ter medo de ir contra a corrente, é não temer ao que as
pessoas falam a seu respeito, é não ter medo de servir e anunciar a boa nova.
Nós precisamos de vocês jovens, Cristo precisa de você, por que ele de braços
abertos está a sua espera para te amar e acolher do jeitinho que você é.
O Beato João Paulo II no livro Santos
de Calça Jeans em sua sabedoria também dizia: “Precisamos de Santos que estejam no mundo; e saibam saborear as coisas
puras e boas do mundo, mas que não sejam mundanos.” Que palavras sábias e
que serve de ensinamentos, porque nos mostra que devemos estar no mundo, mas
não sermos dele, sempre saboreando, acolhendo coisas sempre boas, que nos
edifique espiritualmente, nos guiando para a santidade.
Deixemos-nos levar pelo evangelho, sejamos jovens santos, que sirvam de
exemplos para os outros jovens que ainda não conhecem a boa nova, o lado
maravilhoso da vida.
Não tenhamos medo de ser jovem, mas jovens de atitudes corretas, de
boas ações, que ensinem aos outros o valor da vida, principalmente em Cristo.
E termino com uma belíssima frase de São Pio de Pietrelcina que nos
diz: “É preciso calar e ter silêncio ao
seu redor para poder ouvir a voz de Deus”. Então silenciemos e deixemos
Deus falar em nossos corações, e no coração dessa juventude que hoje necessita
principalmente da misericórdia de Deus.
Peçamos a Deus a graça de sermos dele, de sermos discípulos e
missionários para fazermos a diferença neste mundo que tanto mendiga.
Deus abençoe!
Autoria,
Fabrício Rodrigues
Educar XXI
Educação
é a base para o nosso crescimento pessoal (cidadão)
e intelectual. Sabemos nós que vivemos hoje no século XXI, um século
revolucionário, tecnológico, e muito diferente dos séculos melhores que se
passaram. Às vezes as pessoas podem até questionar: Mas porque você está
dizendo que o século passados foram melhores? Será que você não percebeu que as
coisas estão mais fáceis hoje?
Muitos
serão os questionamentos, discussões, e muitas outras coisas para “debater”,
mas devemos observar e muitas vezes comparar nossos séculos, nossos tempos,
principalmente quando se fala em EDUCAÇÃO, que é o tema abordado neste texto.
Devemos comparar, mas, além disso, temos que abraçar como exemplo a ser seguido
por nós.
Falar
de Educação no século XXI é falar infelizmente de uma tristeza que está havendo
em nosso meio como pessoa particular e cidadão. Vivemos hoje uma educação com
várias necessidades de melhorias, e observamos que muitas vezes nada melhora,
ao contrário, piora. Escolas com falta de professores, professores com
baixíssima remuneração, muitas sem estrutura física suficiente para aderir às
necessidades dos alunos, com falta de alimentação, falta de funcionários,
enfim, são tantos os problemas que hoje vemos no meio educacional.
E
ai questionamos, quem é o culpado de tudo isso? O governo? As secretarias de
Educação? Nós que ficamos calados? . Cada um de nós devemos nos perguntar e
tomar a coragem suficiente para mudar este quadro de caos educacional.
Vivemos
também num mundo de pessoas que se deixam levar por outras pessoas, que se
vende por qualquer preço, que vendem a educação de seus filhos e não pensam no
futuro dos mesmos, não pensam na melhor escola para seu filho, mas pensam sim,
nos benefícios que algumas escolas oferecem para a própria família, resumindo,
se vendem e vendem a educação.
Lembramos-nos
das dificuldades difíceis que as pessoas que nos antecederam sofreram referente
ao ensino, mas, a educação do século atual está muito diferente de muitos anos
que se passaram, antes muitos alunos se esforçavam, tinham professores
responsáveis e comprometidos com o futuro de seu aluno, prova disso é que hoje
existem bons profissionais que nos tempos passados foram estes alunos sérios,
batalhadores e sonhadores.
EDUCAR
XXI, é um novo desafio, é uma grande “guerra” no campo de batalha chamada
ESCOLA, graças a educação, no mundo de hoje possuímos bons profissionais
capacitados para formar grandes cidadãos e futuros profissionais.
Educação
move montanhas e nos torna pessoas sérias e responsáveis com o amanhã!
Autoria,
Fabricio Rodrigues
O que é a Quaresma?
A quaresma é o tempo litúrgico de conversão, que a Igreja marca para nos preparar para a grande festa da Páscoa. É tempo para nos arrepender de nossos pecados e de mudar algo de nós para sermos melhores e poder viver mais próximos de Cristo.
A Quaresma dura 40 dias; começa na Quarta-feira de Cinzas e termina no Domingo de Ramos. Ao longo deste tempo, sobretudo na liturgia do domingo, fazemos um esfoço para recuperar o ritmo e estilo de verdadeiros fiéis que devemos viver como filhos de Deus.
A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que significa luto e penitência. É um tempo de reflexão, de penitência, de conversão espiritual; tempo e preparação para o mistério pascal.
Na Quaresma, Cristo nos convida a mudar de vida. A Igreja nos convida a viver a Quaresma como um caminho a Jesus Cristo, escutando a Palavra de Deus, orando, compartilhando com o próximo e praticando boas obras. Nos convida a viver uma série de atitudes cristãs que nos ajudam a parecer mais com Jesus Cristo, já que por ação do pecado, nos afastamos mais de Deus.
Por isso, a Quaresma é o tempo do perdão e da reconciliação fraterna. Cada dia, durante a vida, devemos retirar de nossos corações o ódio, o rancor, a inveja, os zelos que se opõem a nosso amor a Deus e aos irmãos. Na Quaresma, aprendemos a conhecer e apreciar a Cruz de Jesus. Com isto aprendemos também a tomar nossa cruz com alegria para alcançar a glória da ressurreição.
40 dias
A duração da Quaresma está baseada no símbolo do número quarenta na Bíblia. Nesta, é falada dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias e Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou o exílio dos judeus no Egito.
Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material, seguido de zeros significa o tempo de nossa vida na terra, seguido de provações e dificuldades.
A prática da Quaresma data desde o século IV, quando se dá a tendência a constituí-la em tempo de penitência e de renovação para toda a Igreja, com a prática do jejum e da abstinência. Conservada com bastante vigor, ao menos em um princípio, nas Igrejas do oriente, a prática penitencial da Quaresma tem sido cada vez mais abrandada no ocidente, mas deve-se observar um espírito penitencial e de conversão
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quinta-feira, 29 de agosto de 2013
terça-feira, 27 de agosto de 2013
Homem: um ser religioso
É da experiência religiosa que nasce a fé. Desta forma a religião impregna a todas as formas de vida, principalmente, naquela que tange a espiritualidade. E neste contexto, o homem religioso acredita que Deus o criou e, portanto, sua origem provém de uma divindade.
O sobrenatural e o divino estão relacionados ao ser religioso, neles o homem busca respostas e soluções para seus problemas existenciais. Por isso a religião tem uma dimensão divina, ética e religiosa, captada muito bem por Arnold Toynbee, ao dizer que “A religião era a presença no mundo de algo espiritual maior do que o próprio ser humano”. E isso nos faz entender e acreditar, segundo Hellern, que “O homem foi criado por Deus”. Portanto, o homem por natureza é religioso, e que acima dele existe a divindade.
E nesta relação de homem e divindade, ou seja, ao que se pode chamar transcendência e imanência, o homem corresponde ao mistério, àquilo que lhe é superior às suas possibilidades e conhecimentos, usando daquilo que chamamos de cerimônias, louvando, invocando e manifestando sua gratidão a Deus, estabelecendo desta maneira um contato com o sagrado. Isso, no entanto, não se resume a uma religião, mas a muitas outras, haja vista que o ser humano é um ser religioso complexo, que dependendo de sua cultura, lugar ou necessidade busca encontrar-se com o sobrenatural.
Em relação à ética e a religião, percebe-se com freqüência que as religiões não fazem distinção entre o plano ético e o plano religioso. Nos mandamentos que Moisés deu aos judeus há os que se referem à religião: “Não terás outro deus diante de mim”, e os relativos à ética: “Não matarás”.
Evidentemente, que partindo desta situação, não há distinção entre a ética e a religião. Robert Crawford, em sua obra “O que é religião” diz que embora negando a existência de Deus os humanistas tinham em comum com as religiões uma fé na dignidade da pessoa humana e outros valores éticos.
Por isso todas as religiões procuram manter-se organizadas nomeando representantes para dirigi-las, pois dependem de estruturas que as mantenham institucionalizadas. Todavia, “Nos lugares onde várias convicções religiosas devem conviver lado a lado, a questão da organização se torna mais complicada”.
Cada religião tem em sua essência um mesmo significado, e, é, portanto, a religião que estabelece um elo que liga a humanidade ao ser divino.
A oração e o sacrifício estão estritamente ligados à existência e presença de Deus nas crenças, e, literalmente, à fé. O incentivo de um místico é um amor ardente por Deus, é uma união que dá sentido ao encontro com Deus. Nessa união, a razão e a humanização não substituem e nem resolvem os problemas existenciais do homem, pois o ser humano tem um lado obscuro, um lado místico, cujo problema a razão não pode dar soluções.
A religião é, contudo, praticada, organizada e crida partindo de cada contexto onde ela se situa, porém com um único objetivo: responder aos anseios e pobrezas humanas. É, também, aquela que dá ao homem a capacidade de sair de seu antropocentrismo, ceticismo, ou racionalismo mórbido, para uma vida de experiências de fé, de amor, de afetividade, generosidade e dignidade.
O sobrenatural e o divino estão relacionados ao ser religioso, neles o homem busca respostas e soluções para seus problemas existenciais. Por isso a religião tem uma dimensão divina, ética e religiosa, captada muito bem por Arnold Toynbee, ao dizer que “A religião era a presença no mundo de algo espiritual maior do que o próprio ser humano”. E isso nos faz entender e acreditar, segundo Hellern, que “O homem foi criado por Deus”. Portanto, o homem por natureza é religioso, e que acima dele existe a divindade.
E nesta relação de homem e divindade, ou seja, ao que se pode chamar transcendência e imanência, o homem corresponde ao mistério, àquilo que lhe é superior às suas possibilidades e conhecimentos, usando daquilo que chamamos de cerimônias, louvando, invocando e manifestando sua gratidão a Deus, estabelecendo desta maneira um contato com o sagrado. Isso, no entanto, não se resume a uma religião, mas a muitas outras, haja vista que o ser humano é um ser religioso complexo, que dependendo de sua cultura, lugar ou necessidade busca encontrar-se com o sobrenatural.
Em relação à ética e a religião, percebe-se com freqüência que as religiões não fazem distinção entre o plano ético e o plano religioso. Nos mandamentos que Moisés deu aos judeus há os que se referem à religião: “Não terás outro deus diante de mim”, e os relativos à ética: “Não matarás”.
Evidentemente, que partindo desta situação, não há distinção entre a ética e a religião. Robert Crawford, em sua obra “O que é religião” diz que embora negando a existência de Deus os humanistas tinham em comum com as religiões uma fé na dignidade da pessoa humana e outros valores éticos.
Por isso todas as religiões procuram manter-se organizadas nomeando representantes para dirigi-las, pois dependem de estruturas que as mantenham institucionalizadas. Todavia, “Nos lugares onde várias convicções religiosas devem conviver lado a lado, a questão da organização se torna mais complicada”.
Cada religião tem em sua essência um mesmo significado, e, é, portanto, a religião que estabelece um elo que liga a humanidade ao ser divino.
A oração e o sacrifício estão estritamente ligados à existência e presença de Deus nas crenças, e, literalmente, à fé. O incentivo de um místico é um amor ardente por Deus, é uma união que dá sentido ao encontro com Deus. Nessa união, a razão e a humanização não substituem e nem resolvem os problemas existenciais do homem, pois o ser humano tem um lado obscuro, um lado místico, cujo problema a razão não pode dar soluções.
A religião é, contudo, praticada, organizada e crida partindo de cada contexto onde ela se situa, porém com um único objetivo: responder aos anseios e pobrezas humanas. É, também, aquela que dá ao homem a capacidade de sair de seu antropocentrismo, ceticismo, ou racionalismo mórbido, para uma vida de experiências de fé, de amor, de afetividade, generosidade e dignidade.
Minha ida a JMJ Rio 2013- Meu Testemunho....
Jornada
Mundial da Juventude 2013
Ide
e fazei discípulos em todas as nações (Mt 28,19)
Eis uma grande experiência que pude experimentar
durante esta semana, que foi a JMJ no Rio de Janeiro, não foi um turismo, não
foi um passeio, um festival católico, muito menos uma festa para atrair a
juventude, mas sim um encontro pessoal com o Cristo que se fez e se faz
presente no meio de nós, foi uma experiência em que pude aprender várias
coisas, em que pude vivenciar a unidade, o carinho, o amor, toda a juventude
junta com um mesmo ideal, o próprio Cristo.
Ver o representante de Cristo foi uma maravilha,
onde ele em nome de Cristo trouxe suas palavras para todos nós que ali se
encontravam, com muita esperança, com esperança de renovação, de uma juventude
renovada em Cristo.
Papa Francisco, um exemplo de humildade como o
Cristo pede, que sejamos humildes, não na pobreza mais sim pobres de corpo,
alma, espírito, coração, gestos, enfim humildes em tudo, ele nos trouxe este
exemplo, que com seu sorriso e carinho principalmente com as crianças, idosas e
deficientes, sempre nos davam o incentivo espiritual de sermos imitadores de
Cristo.
Esperança, era sua palavra chave na quinta-feira na
primeira vez que apareceu em Copacabana para nós, esperança de um novo mundo,
de um mundo de paz, de uma juventude voltada para Deus.
Praia de Copacabana, onde aconteceu os momentos mais
importantes da JMJ e também momentos especiais em minha vida, onde pude
experimentar e perceber várias coisas, como a unidade; é inacreditável juntar
em apenas alguns dias 3, 5 de pessoas, com um só ideal, SER DE CRISTO, SER DE
CRISTO, apesar das palavras que ouvimos, que estávamos Idolatrando o Papa, que
não estávamos procurando a Cristo, mas sim a Igreja, mas pensava comigo: “Pai,
perdoa-lhes eles não sabem o que falam.” Enfim, pude conhecer novas pessoas, de
outros países em especial os Argentinos, conterrâneos do nosso papa.
Foram momentos incríveis, que poderíamos falar muito
mas muita coisa vocês não entenderiam, porque só sabe quem estava lá e sentiu
profundamente.
O papa em sua homilia no domingo nos disse muitas
coisas que devemos guardar para sempre e o importante: COLOCAR E PRÁTICA, entre
muitas delas ele citou “SERVIR SEM MEDO”, essa deve ser nossa meta, ir e
anunciar sem medo essa boa nova, outra frase foi: “SER ESCRAVO DE CRISTO PARA
PROFESSAR SEU EVANGELHO”, não ser escravo do mundo mas sim de Cristo, esse sim
vale a pena.
O ônibus também foi uma grande experiência de
convivência e união, onde cito aqui nomes que em pouco tempo tornaram
especiais: Seu José Maria, D. Josefina, Ivan, Rodrigo, Miguel, Júnior, pessoas
que transmitiam também este desejo de servir e ser de Cristo, que também faziam
nossos momentos de alegria no ônibus e no alojamento.
Multidões vibravam nos túneis, gritando: Essa é a
Juventude Papa, era de se arrepiar, e cada vez em meu coração vinha àquela
alegria e o desejo cada vez mais de doar-se e servir somente a Cristo, vinha um
ardor no coração, uma inquietação, que ao sentir valia a pena, porque era por
Cristo, era a paixão incontrolável pelo seu amor.
No sábado para o domingo dormimos em Copacabana, no
Frio, mas com a certeza de que sempre vale a pena fazer sacrifícios por cristo;
então no domingo pela manhã acordamos e nos ajeitamos, eis pois a hora da chegada
do Papa, ficamos bem na grade bem pertinho da passagem.
Com algumas horas de espera, chega ele, e em seu
papa-móvel passa bem pertinho de nós e para em frente a um cadeirante, que
momento maravilhoso, que nos arrepiava da ponta do dedo ate o fio de cabelo,
ninguém conseguia se controlar, lágrimas corriam sobre minha face em ver aquele
amor a exemplo de Cristo aos mais pequeninos, aos doentes, as crianças, foi ali
que ele virou para nós e nos abençoou e
assim viemos com a graça e a benção do Vigário de Cristo.
Que esta
Jornada possa ter tocado não só no meu coração, mas sim no coração de cada um
de vocês. Vai e reconstrói a minha igreja disse Jesus a São Francisco.
Ide e fazei discípulos em todas as nações diz Jesus
para nós hoje, então vamos obedecer a esse envio que Cristo nos manda. Deus
abençoe a todos nós e que a paz e a graça de nosso Senhor possa repousar em
nossos corações.
Nunca
esqueçam: A IGREJA É VIVA, A IGREJA É JOVEM. Então façamos o reino dos
céus valer aqui na terra.
Amém!
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Sacerdócio, dom de Deus e face de seu amor entre os homens.
O sacerdote é como nos diz São João Maria Vianney o amor do coração de Jesus...
O sacerdote, segundo a magnífica definição que dele nos dá São Paulo, é um homem retirado dentre os homens, mas constituído em nome do bem dos homens para as coisas de Deus, por isso sua missão não tem por objeto as coisas humanas e transitórias, por mais altas e importantes que pareçam, si não as coisas divinas e eternas. (Ad catholici sacerdotii Pío XI, sobre o sacerdócio católico Nº 10).
O sacerdote é como nos diz São João Maria Vianney o amor do coração de Jesus, pois é a plenitude de seu amor presente entre os homens, através de homens que em sua realidade humana vivem a antecipação da plenitude do mesmo no céu, ainda que seja no mundo.
Atualmente percebemos o rechaço continuo do sacerdote, como se este se transformasse de uma hora para outra em algo desprezível. Isto se deu porque muitos confundiram o sacerdócio de Cristo que é Santo e que nos é dado para sermos santos com ele, com as fraquezas humanas de alguns. Fraquezas estas, que não nos cabe julgar, pois nos encontramos na mesma condição humana e propícia a cair assim como qualquer um que está nesta condição. Do mesmo modo também não podemos nos aproveitar das dificuldades do ser humano, para seguirmos uma vida que não condiz com o ser sacerdotal. "Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo." (I Pedro 2,5). Somo chamados por Deus para vivermos verdadeiramente o amor dEle e oferecê-lo a todos quantos se aproximarem de nós, não por sermos o que somos, mas por portarmos em nossa frágil condição humana a sua graça e manifestação visível.
A nossa missão tem que ser de fazer a vontade de Deus, de tentar transformar em alegria o que hoje é motivo de vergonha não só para o mundo, mas principalmente para Deus. Ele sem duvida nos dá a sua graça para que possamos nos servir dela e assim com nossa vida, que é dom dEle, dar vida ao mundo e ser sal da terra. Terra esta que precisa de luz, que necessita de homens conscientes de sua fragilidade, mas compromissados com o amor abnegado e, voltados para uma e todas as almas que clamam sem cessar no desespero do vazio que a falta de Deus provoca nelas. "Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;" (I Pedro 2,9).
Jesus Cristo que sempre realizou a vontade do Pai, hoje nos convida imitá-lo.
"Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens." (Mateus 5, 13).
Terço Vocacional!
momentos do itinerário vocacional. Confiamos a Maria
todas as pessoas, a fim de que sintam a beleza de uma
vida entregue ao Senhor, aos irmãos e às irmãs, e sejam
abertas a dizer um SIM generoso ao Mestre que chama.
SANTO TERÇO - MISTÉRIOS VOCACIONAIS (qualquer dia da semana)
No início Rezar o Creio, Um Pai Nosso e Três Ave Marias
Primeiro Mistério: A Busca: Então Jesus voltou-se para eles e, vendo que o seguiam, perguntou-lhes: 'A quem procurais? “Responderam-lhe: “Rabi – que quer dizer Mestre – onde moras?” Ele disse: 'Vinde e vede'. Eles foram, viram onde morava e ficaram com ele aquele dia. Eram quase quatro horas da tarde' (Jo 1,38-39).
“Onde moras?” é a pergunta que os discípulos André e João colocavam. Ela não é mais do que a expressão de uma mesma busca que todos inquietamente fazemos: “onde está a felicidade?”. Por isso, vale sempre a pena re-colocar esta pergunta: você é feliz?
Rezar um Pai Nosso e Dez Ave Marias.
Segundo Mistério: O Chamado: E Jesus lhes disse: 'Vinde comigo, e eu farei de vós pescadores de homens'. Deixando imediatamente as redes, eles o seguiram” (Mc 1,17-18).
Os discípulos percebem em Jesus Cristo algo de diferente, algo de autêntico e profundo e, por isso, aceitam deixar imediatamente as redes e segui-Lo. Quantas vezes ficamos agarrados àquilo que deixamos ou ao comodismo da mediocridade? E você? Já cruzastes com Cristo pelo caminho? Que tens feito perante o mesmo desafio?
Os discípulos percebem em Jesus Cristo algo de diferente, algo de autêntico e profundo e, por isso, aceitam deixar imediatamente as redes e segui-Lo. Quantas vezes ficamos agarrados àquilo que deixamos ou ao comodismo da mediocridade? E você? Já cruzastes com Cristo pelo caminho? Que tens feito perante o mesmo desafio?
Terceiro Mistério: O Seguimento: “Então Jesus disse aos discípulos: 'Se alguém quiser vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. Pois quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; mas quem perder a sua vida por amor de mim, há de encontrá-la'” (Mt 16,24-25).
Rapidamente a resposta afirmativa ao chamamento que nos é feito por Jesus Cristo traz consequências: segui-Lo implica amá-Lo, e amá-Lo implica aprender a imitá-Lo. Assim, como caminho de felicidade (seja como leigos, como ministros ordenados, ou como religiosos) nos é apresentada a cruz. Já fizeste a experiência na tua vida de como é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado, e é morrendo que se alcança a felicidade?
Rapidamente a resposta afirmativa ao chamamento que nos é feito por Jesus Cristo traz consequências: segui-Lo implica amá-Lo, e amá-Lo implica aprender a imitá-Lo. Assim, como caminho de felicidade (seja como leigos, como ministros ordenados, ou como religiosos) nos é apresentada a cruz. Já fizeste a experiência na tua vida de como é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado, e é morrendo que se alcança a felicidade?
Quarto Mistério: A Missão: “Ide, eu vos envio como cordeiros para o meio de lobos. [...] Quando entrardes numa cidade e vos receberem comei do que vos for servido, curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes: ‘O reino de Deus está próximo de vós’ ( Lc 10, 3-9).
Muitas vezes, somos colocados em contextos onde há muito pouca esperança. Porque é que tantas pessoas não conhecem a alegria de saber que o reino de Deus está perto de cada um de nós? Como tem sido o nosso testemunho enquanto cristãos? Como tem sido o nosso trabalho de engajamento em nossas comunidades?
Muitas vezes, somos colocados em contextos onde há muito pouca esperança. Porque é que tantas pessoas não conhecem a alegria de saber que o reino de Deus está perto de cada um de nós? Como tem sido o nosso testemunho enquanto cristãos? Como tem sido o nosso trabalho de engajamento em nossas comunidades?
Quinto Mistério: A Fidelidade Radical: “[...] As raposas têm tocas e os pássaros do céu, ninhos, mas o Filho do homem não tem onde repousar a cabeça”. [...] “Deixa que os mortos enterrem os seus mortos. [...] “Quem põe a mão no arado e olha para trás não é digno de mim” (Lc 57-62).
Jesus Cristo, sacerdote único e eterno, faz com que nunca se apague em nós a certeza de que só permanecendo em Ti encontramos sentido para a vida.
Jesus Cristo, sacerdote único e eterno, faz com que nunca se apague em nós a certeza de que só permanecendo em Ti encontramos sentido para a vida.
Rezar Um Pai Nosso e Dez Ave Marias e Concluir com a Salve Rainha e a Oração Vocacional
faze ressoar em nossos ouvidos teu forte
e suave convite: "Vem e Segue-me"!
Derrama sobre nós o teu Espírito, que Ele
nos dê sabedoria para ver o caminho e
generosidade para seguir tua voz.
Senhor, que a Messe não se perca por falta
de operários. Desperta nossas comunidades
para a Missão. Ensina nossa vida a ser
serviço. Fortalece os que desejam dedicar-se
ao Reino na diversidade dos
ministérios e carismas.
Senhor, que o Rebanho não pereça por falta de
Pastores. Sustenta a fidelidade de nossos bispos,
padres, diáconos, religiosos, religiosas e
ministros leigos e leigas. Dá perseverança a
todos os vocacionados. Desperta o coração
de nossos jovens para o ministério pastoral em tua Igreja.
Senhor da Messe e Pastor do Rebanho,
chama-nos para o serviço de teu povo.
Maria, Mãe da Igreja, modelo dos servidores
do Evangelho, ajuda-nos a responder SIM. Amém.
quarta-feira, 10 de julho de 2013
O Desafio de ser um jovem cristão na modernidade!!
Ser um jovem cristão na modernidade não é nada fácil. Basta você defender valores como castidade, a família tradicional e a vida – desde a sua concepção – para ser insultado e ridicularizado pelo mundo moderno.
Talvez muitos de nós jovens já tenham vivido na pele algum tipo de preconceito por ser cristão e, sobretudo, por ser católico. Na faculdade, os professores aproveitam para falar mal do Papa, acusam a Igreja de inquisitora, retrógrada, medieval, homofóbica… e por aí vai. Carregar um crucifixo no peito, andar com um terço ou Bíblia na mão pode lhe custar o título de fundamentalista.
Certo dia, um jovem testemunhou que apresentou um excelente trabalho na faculdade e recebeu honrarias de todos na mesa pelo feito acadêmico. Mas, no final, quando agradeceu a Deus e à Igreja pela inspiração de tal trabalho, sentiu um silêncio ensurdecedor no auditório e um clima de condenação tomou logo conta do espaço.
É verdade! Para ser um verdadeiro cristão, hoje em dia, é preciso muita coragem. Não existe mais nenhum status social para quem quer ser fiel a Cristo. Para nós jovens, falar de castidade, de matrimônio, de família tradicional pode lhe custar o isolamento e a ridicularização.
Não raro, encontramos jovens, de dentro da Igreja, que temem a ridicularização do mundo. Preferem as horarias dos colegas de baladas ao martírio da fidelidade a Cristo e a Igreja. Dizem-se jovens católicos, cristãos, mas aceitam a camisinha, acham supernormal a relação homoafetiva (“o que importa é o amor”, dizem), assistem aos Big Brothers (BBB) da vida, e pouco se importam com o que diz a Igreja sobre tais temas.
Como ser um autêntico jovem cristãos?
“O jovem, hoje, não pode mais viver sozinho, senão o mundo o egole”, diz Felipe Aquino, professor a apresentador da TV Canção Nova.
Para professor Felipe, hoje nós vivemos num mar de iniquidades, no qual o pecado ronda o jovem por todos os lados. No entanto, existem “ilhas de piedade” e são nelas que eles precisam se agarrar.
“O jovem de hoje precisa estar ligado a estas ‘ilhas de piedade’ que são os movimentos, as novas comunidades, as pastorais. Ele precisa, por questão de sobrevivência, conhecer o Catecismo da Igreja Católica, a história da Igreja e estar junto com outros jovens, porque uma única árvore é facilmente derrubada pelo vento, mas uma floresta não”, conclui o professor.
Para padre Carlo Pioppi, professor da Faculdade Santa Cruz de Roma, “ser um jovem cristão, hoje em dia, é difícil, porque Cristo nos liberta de uma série de condicionamentos. O Cristianismo não pode mais ser olhado como uma religião que nos coloca uma série de obrigações, mas sim como uma religião que nos aponta a liberdade.”
segunda-feira, 8 de julho de 2013
O DESAFIO DE VIVER A VOCAÇÃO CRISTÃ NO MUNDO DE HOJE!!!
Vivemos num mundo onde os valores do poder, do ter e do prazer são objetos de adoração e de idolatria. A luta pelo poder torna as pessoas desumanas. As guerras, o ódio e as tensões ameaçam o mundo que já encontra-se dividido entre ricos e pobres e divida-se cada vez mais em bandos antagônicos e inimigos que lutam para aniquilar o adversário. A sexualidade tornou-se presa fácil e objeto de prazer despojando o ser humano de sua dignidade e intimidade. A vida em seu conjunto perde a dimensão fraternal e comunitária e torna-se uma guerra onde os homens se desumanizam as serviço de valores-objetos como o poder, o ter e o prazer.
A secularização se expande cada vez mais e vai tomando conta das pessoas. O ser humano vai perdendo o sentido profundo de sua vida, sua razão de ser no mundo e tornando-se escravo de si mesmo, das leis criadas por ele mesmo e da máquina que deveria estar ao seu serviço.
É dentro dessa realidade toda que nos encontramos como pessoas cristãs, chamadas a transformá-la, vivendo o compromisso que assumimos no Batismo.
Lembro-me que, em 1989, o Papa João Paulo II fazia um apelo aos jovens da época, muito válido aos jovens e a todos os cristãos de todos os tempos:
“… não tenhais medo de ser santos! Tende a coragem de buscar e encontrar a verdade, para além do relativismo e da indiferença daqueles que tendem a edificar o nosso mundo como se Deus não existisse. Jamais sereis desiludidos se conservardes como ponto de referência na vossa busca, Cristo, verdade do homem. A revelar o mistério do Pai e do seu Amor, Ele ‘manifesta perfeitamente o homem ao próprio homem e descobre-lhe a sublimidade de sua vocação’ (GS 22).
Tende a coragem da solidariedade, na Igreja e no mundo: convidai todos a serem, juntamente convosco, os artífices da ‘civilização do amor’, que o evangelho exige que edifiquemos, superando as divisões e os ódios que se escondem no coração humano, reconciliando os homens com as criaturas, os homens entre si e os homens com Deus. Eis aqui o enorme projeto que se vos apresenta. Compete-vos pô-lo em prática!
… Ide também vós, por todos os lugares, sempre conscientes do desejo de (Jesus) Cristo: ‘Vim lançar fogo sobre a terra; e que quero eu senão que ele se tenha ateado?’ (Lc 12,49). Fazei com que arda este fogo que Jesus trouxe, o fogop do Espírito Santo, que queima toda a miséria humana, todo o mesquinho egoísmo, todo o mau pensamento. Deixai este fogo que se propague em seu coração”. (L’Osservatore Romano, nº 39/09/1991).
Em março de 1991, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, entre outras, o Papa dirige estas palavras à juventude em cadeia de rádio: “É tarefa dos jovens lembrar à humanidade, por palavras e pelo testemunho, que Deus é Pai de todos. (…) Exorto-vos a colocarem Cristo no centro de vossas vidas e a darem testemunho de Cristo, para construírem um mundo mais justo e mais fraterno”.
O desafio está lançado, transformar este mundo que está se estruturando como se Deus não existisse, de tal forma que as pessoas estão caindo na solidão, no vazio: drogas, alcoolismo, depressão, prostituição, ganância, corrupção, abortos, violência ... e aumenta cada vez mais o numero dos suicídios. O homem vai se afastando cada vez mais de Deus e atraindo para si a morte, pois está esquecendo que Deus é o princípio, o fim e a presença da vida. Ele é a Vida.
O homem está esquecendo que é imagem e semelhança de Deus. Que Deus lhe preparou todo um universo, o ambiente da vida, e que é a presença de Deus, a união, a intimidade com Ele que mantém a vida.
Estamos esquecendo que Deus se fez um de nós, encarnou-se, veio recuperar, resgatar em nós esta imagem e semelhança sua maculada pelo pecado. Que Ele veio resgatar e nos mostrar pessoalmente a dignidade da vida.
Esta perda da consciência daquilo que somos é visível. Basta nos perguntar sobre a postura que temos diante da vida. Basta ver a realidade do matrimônio e da família como centro de formação da vida. Olhar para o número de abortos praticados a cada ano. E tantas outras realidades onde as cenas de morte parece ser normais nos dias de hoje.
A proposta de Jesus vem ao encontro de todas essas realidades como uma proposta de VIDA, proposta de amor.
Jesus Cristo nos revela que o Pai é AMOR, que ele quer a vida de seus filhos, pecadores, e não a morte. Já o Livro de Ezequiel nos aponta para esta vontade do senhor quando diz: “Certamente não tenho prazer na morte do ímpio; mas antes na sua conversão, em que ele se converta do seu caminho e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos. Por que haveis de morrer, ó casa de Israel” (Ez 33,11). Já Lucas nos apresenta as seguintes palavras de Jesus: “Os sãos não têm necessidade de médico e sim os doentes; não vim chamar os justos, mas sim os pecadores, ao arrependimento” (Lc 5,31).
Cristo tem uma proposta concreta, baseada no mandamento do amor. Esta proposta se concretiza em várias dimensões:
PERDÃO – Deus nos perdoa e vem fazer-se presente no meio de nós. Ele mostra que o perdão é essencial como caminho, como condição para voltar à verdadeira vida. Cristo é a união de Deus com os homens e disse: “Eu vim para que todos tenham vida” ( Jo 10,10).
ANÚNCIO DA BOA NOVA – Cristo ensina ao mundo qual é a Vontade de Deus, ou seja, o que é essencial para a vida do ser humano.
TESTEMUNHO – Cristo dá a sua vida pela nossa vida. Testemunha, vive tudo o que fala, e finalmente morre na cruz para nos reconciliar plenamente com Deus.
VIDA ETERNA – Ressurreição. Nos dá a razão, o sentido da fé. Garante-nos a eternidade.
Cristo mostra que todos são filhos de Deus e têm os mesmos direitos diante de Deus. Sua proposta é de fraternidade, de encontro e união entre todos. Para que isto aconteça, Ele propõe o AMOR: amor a tal ponto de amar os inimigos. Sua proposta é radical. Vai contra os valores individualistas do mundo.
A fim de que mude a situação de pecado é necessário que haja a conversão. A conversão é um “parto doído”, um sair das estruturas de pecado (do individualismo), para entrar numa nova estrutura: a comunidade do amor.
Nós já fomos perdoados por Cristo, através do seu mistério Pascal. Pelo Batismo assumimos o compromisso com Cristo: tornamo-nos cristãos. Somos herdeiros de Deus, elevados por Cristo à condição de filhos (cf. Gal 4, 1-7).
Ser cristão é reproduzir hoje a imagem de Cristo em nós. É perdoar a ponto de amar o inimigo. É anunciar ao mundo a Boa Nova que assumimos, testemunhando-a com a vida. Fazer do Evangelho, dos valores do reino a nossa conduta de vida. Viver o Evangelho no mundo de hoje como viveram as primeiras comunidades cristãs em seu tempo e em seu mundo (cf. At 2, 42 ss). Encontrar formas de mostrar ao mundo de hoje os valores nops quais nós acreditamos. Ter uma postura de vida coerente: traduzir a fé em gestos concretos, em atitude permanente. Tantas vezes temos medo de ser diferentes. Esquecemos que se é necessário conversão, temos que ser o testemunho vivo daquilo que diferencia a situação.
Ser cristão hoje, necessita “nadar contra a correnteza” que o mundo apresenta. E o próprio cristo nos alerta que o mundo nos odiará. Por isso Ele pede para vigiarmos sem cessar.
Portanto, é necessário perseverar na luta. E todos sabemos como isso é difícil. Mas o próprio Cristo nos mostra que o reino de Deus é conquistado com esta força: a força da nossa vontade, consoante com a vontade e a graça de Deus que se faz presente.
Para isso, necessitamos da oração, da leitura e reflexão da Palavra de Deus, do silêncio e da escuta, a fim de descobrirmos a Vontade de Deus que nos levará à caridade, à vivência desta proposta.
Tudo isto começa pela fé em Jesus Cristo. Como poderemos manifestar o nosso testemunho ao mundo se não estivermos convictos de que aquilo no que e em Quem acreditamos é a Verdade?
Nós afirmamos que Deus é Amor, é Vida, é Pai. Não estamos satisfeitos com a situação do mundo hodierno. Dizemos que o Evangelho é Verdade... Mas, nos perguntemos agora: quanto tempo por dia dedicamos à leitura e à meditação da Verdade – da Palavra de Deus? Como está a nossa freqüência à Eucaristia? Como tornamos presente, no cotidiano da vida, o Cristo que recebemos na Palavra e na eucaristia? Façamos um exame de consciência.
Nós, cristãos, temos as três grande virtudes: Fé, Esperança e Caridade. Estas virtudes nos identificam como cristãos. Mas, se não as vivermos, que esperança, que sinal seremos para o mundo? Não seremos sal e luz para o mundo. Como é triste um cristão sem esperanças!
Se a nossa vida no dia-a-dia, o nosso modo de ser e de viver, a partirem das menores coisas e momentos que sejam, a nossa honestidade, coerência, caridade, fidelidade, não esquentarem o coração das pessoas, não as atraírem para Deus, estamos sendo falsos cristãos, nossa vida não está sendo de acordo com a nossa fé.
Nosso momento é agora. Não importa os passos dados, mas os que estamos e estaremos dando a partir de agora.
Que São Paulo, o perseguidor que converteu-se no maior missionário e testemunho de Cristo de todos os tempos, nos sirva de modelo e inspiração em nossa vivência cristã do dia-a-dia.
quinta-feira, 13 de junho de 2013
A Ausência de Deus...
Comentando o Salmo 22, no qual lemos: “ O Senhor é meu Pastor, nada me pode faltar. Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos, não temerei nenhum mal, porque vós estais comigo”, o filósofo Henri Bergson diz que as centenas de livros lidos em toda sua vida nunca deram tanta luz e consolo como esses poucos versículos da Bíblia. E de fato, é a afirmação de total confiança do salmista na proteção divina, que permite encarar as dificuldades que se apresentam na vida com a coragem de quem sabe que elas não tem nenhum poder para impedir a realização do objetivo final da nossa existência dentro do projeto do Criador.
A imagem do Bom Pastor – que devemos valorizar ao máximo neste Ano Sacerdotal – impressionou de tal maneira os primeiros cristãos que ficou gravada como principal imagem representativa de Cristo, como é o caso de uma célebre gravura encontrada nas Catacumbas de Domitila, em Roma, onde a ovelha desgarrada está colocada sobre os ombros depois de amorosa procura, por parte do pastor, que representa o carinho de Cristo pelo homem, especialmente por aquele que se perdeu no caminho. O Deus revelado por Jesus Cristo não é o Deus dos filósofos, distante, residente num monte inacessível, desinteressado da sorte dos homens, que entregou às leis cegas na natureza. O nosso Deus é aquele que se preocupa pela Sua criatura, obra de suas mãos.
Às vezes somos tentados em olhar para Deus como alguém que é responsável pela situação de sofrimento que o homem experimenta frequentemente na vida. Não podendo atribuir a Deus a origem do mal, alguns pensadores inventaram a figura de uma outra divindade, responsável pelo mal da humanidade. Outros vêem na existência do mal uma razão para não acreditar na existência de Deus.
Quando convocou o Concílio Vaticano II, o papa João XXIII escreveu: “sabemos que a contemplação destes males abate a tal ponto o ânimo de alguns que não vêem mais que trevas e pensam que o mundo está totalmente envolvido por elas. Para nós, ao contrário, é de grande consolo pôr a nossa confiança no divino Salvador do gênero humano, que não deixou, por certo, ao abandono os mortais que redimiu. Mais ainda: tendo em conta o conselho de Cristo quando nos exorta a discernir os “sinais dos tempos”, vemos que, no meio de tão calamitosas trevas, aparecem sinais que anunciam melhores tempos para a Igreja e para a humanidade”.
A modernidade chegou à conclusão de que Deus é uma inutilidade. Afirma-se o poder da razão, que por um lado, não tem possibilidades de acesso a Deus e, por outro, a mesma razão assegura ao homem o domínio sobre a natureza e a sua autonomia pessoal em liberdade. A razão, à qual devemos o atual desenvolvimento, permite-nos o acesso àqueles bens que mais desejamos: o ter, o poder e o prazer. Para quem acredita que além deste tempo e deste espaço atual não existe mais nada, isto basta. Mas aquelas realizações técnicas são hoje postas em juízo, na medida em que não têm trazido a almejada felicidade para o homem; algumas delas, aliás, são uma fonte de inquietações e de medos, como o perigo nuclear, a destruição do meio ambiente...
Desse modo, a chamada pós-modernidade põe em crise a própria razão, incapaz de dar ao homem a paz e o bem estar que ela inicialmente prometia. A civilização a que ela deu origem não é uma civilização de vida, mas de morte: fome, doenças, terrorismo, práticas abortivas, eutanásia, drogas, etc. Assim, se vai percebendo a necessidade de uma ética que permita o convívio entre os homens. Mas sobre qual fundamento? A nossa liberdade não é um valor absoluto. Para que possa contribuir para o bem do homem, deve exercer-se com responsabilidade e consciência de suas limitações.
Sabemos que quando falta uma peça num mosaico, damos conta disso pelo vazio que deixa; o que vemos ali é o vazio deixado pela ausência de algo que, aparentemente insignificante, na verdade é fundamental. Assim acontece com Deus e sua relação com o mundo: atualmente vemos a ferida que sua ausência provoca. E um desafio fundamental para o homem contemporâneo é reconhecer que o vazio que sente, estando no mundo, e no próprio coração é esta ausência de algo fundamental: Deus, que mesmo ausente está presente.
Escrito por Dom José Palmeira Lessa
Arcebispo Metropolitano de Aracaju
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