domingo, 19 de agosto de 2012
Solenidade da Assunção de Nossa Senhora!!!
Hoje, a Igreja celebra a Solenidade da Assunção de Nossa Senhora. Maria assunta ao céu, exaltada acima dos anjos e triunfante junto ao seu filho Jesus, é sinal de esperança para nós, povo de Deus.
É dogma de nossa fé. Esse dogma pronunciado pelo Papa Pio XII, em 1950, declara que Maria não precisou aguardar o final dos tempos para obter a ressurreição corpórea, foi elevada em corpo e alma ao céu. E intercede por nós junto ao seu filho Jesus.
A íntima união com seu filho Jesus nos revela que Maria triunfa, não somente sobre o pecado, mas também sobre a morte.
Padre Léo, apaixonado por Jesus e Maria, vem nos falar em seu livro: “Cheia de Graça” sobre essa intimidade: "A diferença infinita que há entre Maria e Jesus não pode nos impedir de perceber e de testemunhar a intimidade profunda, também infinita, que há entre os dois".
E continua, nos convidando a olharmos para Maria como co-redentora: "A ciência diz que qualquer uma outra mulher que tivesse concebido não seria Ele; não seria o sangue dele. O sangue humano que Jesus teve nas veias, o sangue que se transubstancia na Eucaristia, foi recebido única e exclusivamente de Maria. Por isso, ela é co-redentora".
À Luz da Doutrina da Igreja católica e da Sagrada Escritura, padre Léo nos apresenta em seu livro um roteiro, onde seguimos os passos de Maria com seu filho Jesus, unidos no amor e na dor. A discípula, que com gestos e palavras, nos transmite a grande esperança da vida que Jesus veio trazer aos homens.
Maria, a mãe do Redentor, mas também sua cooperadora, a ele intimamente unida na luta e na vitória final: “O útero de Maria foi o lugar escolhido por Deus para celebrar de modo carnal, humano, concreto e material a Nova e Eterna Aliança entre o céu e a terra”.
Olhando para Maria assunta ao céu, a mais perfeita seguidora de Jesus, que possamos ser cristãos autênticos, crescendo na fé e no amor do Pai, do Filho e do Espírito Santo, pois a plenitude da salvação cristã é o corpo glorioso.
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Convite!! Posse de Pe. Edilvan
Oie Pessoal. Está ai o convite da posse do novo administrador paroquial, da nossa igreja. Sintam-se todos convidados a participar desse momento maravilhoso.
Peço que divulguem o convite. Obrigado!!!!! :)
Peço que divulguem o convite. Obrigado!!!!! :)
Cumbe/Sergipe
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Irmã Dulce!!! O anjo Bom da Bahia!
Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes (Salvador, 26 de maio de 1914 — Salvador, 13 de março de 1992), mais conhecida como Irmã Dulce, Beata Dulce dos Pobres ou Bem-Aventurada Dulce dos Pobres,tendo recebido o epíteto de "o anjo bom da Bahia", foi uma religiosa católica brasileira. Irmã Dulce notabilizou-se por suas obras de caridade e de assistência aos pobres e necessitados.
BIOGRAFIA
Quando criança, Maria Rita, filha de D. Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes e do Dr. Augusto Lopes Pontes, dentista e professor da Universidade Federal da Bahia (UFBa), costumava rezar muito e pedia sinais a Santo Antônio, pois queria saber se deveria seguir a vida religiosa ou casar. Desde os treze anos de idade, depois de visitar áreas carentes, acompanhada por uma tia, ela começou a manifestar o desejo de se dedicar à vida religiosa. Começou a ajudar mendigos, enfermos e desvalidos. Nessa mesma idade, foi recusada pelo Convento de Santa Clara do Desterro, em Salvador, por ser jovem demais, voltando a estudar.
Com o consentimento da família e o apoio de sua irmã, Dulcinha, foi transformando a casa da família num centro de atendimento a pessoas necessitadas.
Em 8 de fevereiro de 1933, logo após se formar professora primária (1932), Maria Rita entrou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, na cidade de São Cristovão, em Sergipe. Em 15 de agosto de 1934, após seis meses de noviciado, ela fez sua profissão de fé e votos perpétuos, tomando o hábito de freira e recebendo o nome de Irmã Dulce, em homenagem a sua mãe. Em seguida, voltou a Salvador. Sua primeira missão como religiosa foi ensinar em um colégio mantido pela sua congregação, na Cidade Baixa. Também dava assistência às comunidades pobres da região onde viria a concentrar as principais atividades das Obras Sociais Irmã Dulce.
Em 1936, com apenas 22 anos, fundou, com Frei Hildebrando Kruthaup, a União Operária São Francisco, primeiro movimento cristão operário da Bahia. No ano seguinte, sempre com Frei Hildebrando, criou o Círculo Operário da Bahia, mantido com a arrecadação de três cinemas que ambos haviam construído através de doações.Tinham como finalidade a difusão das cooperativas, a promoção cultural e social dos operários e a defesa dos seus direitos.
Em maio de 1939, Irmã Dulce inaugurou o Colégio Santo Antônio, voltado para os operários e seus filhos. No mesmo ano, para abrigar doentes que recolhia nas ruas, Irmã Dulce invadiu cinco casas na Ilha dos Ratos. Depois de ser expulsa do lugar, teve que peregrinar durante uma década, instalando os doentes em vários lugares, até transformar em albergue o galinheiro do Convento de Santo Antônio, que mais tarde deu origem ao Hospital Santo Antônio, centro de um complexo médico, social e educacional que continua atendendo aos pobres.
Mesmo com a saúde frágil, a Irmã Dulce construiu e manteve uma das maiores e mais respeitadas instituições filantrópicas do país.
Em 1988, foi indicada para o Prêmio Nobel da Paz, pelo então presidente do Brasil José Sarney, com o apoio da Rainha Silvia da Suécia.
Em 2000 foi distinguida pelo papa João Paulo II com o título de Serva de Deus. O processo de beatificação da Irmã Dulce tramitou na Congregação das Causas dos Santos do Vaticano.
Entre os diversos estabelecimentos que a Irmã Dulce fundou estão o Hospital Santo Antônio, capaz de atender setecentos pacientes e duzentos casos ambulatoriais. O atendimento médico conta com especialização geriátrica, cirúrgica, hospital infantil, centro de atendimento e tratamento de alcoolismo, clínica feminina, unidade de coleta e transfusão de sangue, laboratórios e um centro de reabilitação e prevenção de deficiências. Além do hospital, Irmã Dulce também criou o Centro Educacional Santo Antônio (CESA), instalado em Simões Filho, que abriga mais de trezentas crianças de 3 a 17 anos. No Centro, os jovens têm acesso a cursos profissionalizantes. Irmã Dulce fundou também o “Círculo Operário da Bahia”, que, além de escola de ofícios, proporcionava atividades culturais e recreativas.
Durante mais de cinquenta anos de entrega total a caridade e amor ao próximo, em 11 de novembro de 1990 Irmã Dulce começou a apresentar problemas respiratórios, sendo internada no Hospital Português da Bahia, depois transferida à UTI do Hospital Aliança e finalmente ao Hospital Santo Antônio. Em 20 de outubro de 1991, recebe no convento, em seu leito de morte, a visita do Papa João Paulo II para receber a bênção e extrema unção.
O "anjo bom da Bahia" morreu em seu quarto, de causas naturais, aos setenta e sete anos, às 16:45 do dia 13 de março de 1992, ao lado de pessoas queridas por ela, como as irmãs do convento. Seu corpo foi sepultado no alto do Santo Cristo, na Basílica de Nossa Senhora da Conceição da Praia e depois transferido para a Capela do Hospital Santo Antônio, centro das Obras Assistenciais Irmã Dulce.
BEATIFICAÇÃO
A 21 de janeiro de 2009, a Congregação para as Causas dos Santos do Vaticano anunciou o voto favorável que reconhece Irmã Dulce como venerável
A 3 de abril de 2009, o papa Bento XVI aprovou o decreto de reconhecimento de suas virtudes heroicas.
No dia 9 de junho de 2010 o corpo da Irmã Dulce foi desenterrado, exumado, velado e sepultado pela segunda vez, sendo este o último estágio do processo de beatificação.
No dia 27 de outubro de 1010, foi anunciada pelo cardeal arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, Dom Geraldo Majella Agnelo, em coletiva de imprensa realizada na sede das Obras Sociais Irmã Dulce (Osid) a beatificação, última etapa antes da canonização, da religiosa Irmã Dulce, tornando-a a primeira beata (ou bem-aventurada) da Bahia. O anúncio foi sucedido pelo decreto em 10 de dezembro de 2010 e aconteceu após o reconhecimento de um milagre pela intercessão da religiosa na recuperação de uma mulher sergipana, que havia sido desenganada pelos médicos após sofrer uma hemorragia durante o parto.
No dia 22 de maio de 2011, Irmã Dulce foi beatificada em Salvador, e passou a ser reconhecida como Bem Aventurada Dulce dos Pobres. A Solene Eucaristia de Beatificação foi presidida pelo enviado especial do Papa Bento XVI, Dom Geraldo Majella Agnelo, arcebispo emérito de Salvador.
terça-feira, 31 de julho de 2012
Agosto, mês das vocações!
Para alguns, agosto é um mês de que se cuidar, pois ele seria nefasto... Mas para os participantes assíduos da comunidade católica, agosto, além de ser um mês abençoado como todos os demais, é desde 1981 o mês vocacional.
Por que tamanha importância dada ao tema vocação? Porque a vocação é o início de tudo. Quando ouvimos ou usamos a palavra vocação, logo a entendemos num sentido bastante vago e geral, como sendo uma inclinação, um talento, uma qualidade que determina uma pessoa para uma determinada profissão, por exemplo, vocação de pedreiro, de mãe, de médico.
E nessa compreensão também a vocação de sacerdote, de esposos, de leigos cristãos. Essa compreensão, porém, não ajuda muito no bom entendimento do que seja vocação quando nós, na Igreja, usamos essa palavra.
Vocação, em sentido mais preciso, é um chamamento, uma convocação vinda direta-mente sobre mim, endereçada à minha pessoa, a partir da pessoa de Jesus Cristo, convocando-me a uma ligação toda própria e única com Ele, a segui-lo, (cf. Mc 2,14). Vocação, portanto, significa que anterior a nós há um chamado, uma escolha pessoal que vem de Jesus Cristo, a quem seguimos com total empenho, como afirma São Paulo na Carta aos Romanos: "Eu, Paulo, servo de Jesus Cristo, apóstolo por vocação, escolhido para o Evangelho de Deus." (Rom 1, 1)
Vocação é chamado e resposta. É uma semente divina ligada a um sim humano. Nem a percepção do chamado, nem a resposta a ele são tão fáceis e tão "naturais". Exigem afinação ao divino e elaboração de si mesmo, sem as quais não há vocação verdadeira e real.
Essa escolha pessoal, de amor, é concretizada de uma forma bem objetiva no Sacramento do Batismo, que por isso se torna fundamento e fonte de todas as vocações. É neste chão fértil, carregado de húmus divino, regado pelo sangue de Jesus, que brotam as vocações específicas, aquelas que cabem diferentemente a cada um. Algumas delas são mais usuais e comuns, como a de casal cristão, de leigo cristão, de catequista, de animador da caridade na comunidade.
Outras são definidas pela Igreja como vocações de "singular consagração a Deus", por serem menos usuais, mas igualmente exigentes e mais radicais no processo de seguimento de Jesus: são as vocações de sacerdote, de diácono, de religioso, de religiosa.
As vocações mais usuais são cultivadas em nossas comunidades eclesiais. As de "singular consagração a Deus" são cultivadas em comunidades eclesiais especiais, como nossos seminários.
O mês vocacional quer nos chamar à reflexão para a importância da nossa vocação, descobrindo nosso papel e nosso compromisso com a Igreja e a sociedade. Reflexão que deve nos levar à ação, vivenciando no dia-a-dia o chamado que o Pai nos faz. Que a celebração do mês vocacional nos traga as bênçãos do Pai para vivermos a nossa vocação sacerdotal, diaconal, religiosa ou leiga. Todas elas são importantes e indispensáveis. Todas elas levam à perfeição da caridade, que é a essência da vocação universal à santidade.
E no domingo de agosto, quando refletimos sobre a vocação leiga, somos convidados a homenagear nossos catequistas, aquelas pessoas que, num testemunho de fé e generosidade, dedicam-se ao sublime ministério de transmitir as verdades divinas a nossas crianças, adolescentes e jovens.
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Reflexões despertadas pelo discurso do Santo Padre na cerimônia de apresentação do Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, no qual o Pontífice realça a importância das imagens na catequese, sobretudo para as novas gerações!
Deus fala aos homens também por meio de imagens. Serão elas apenas um acréscimo à mensagem transmitida pela Divina Sabedoria através dos textos sagrados? Ou são elementos indispensáveis para Ela fazer-Se mais conhecida pelos homens?
À primeira vista pareceria que o texto escrito - da Sagrada Escritura e da Tradição - seria de si suficiente para nos dar esse conhecimento. Entretanto, analisando o procedimento de Deus ao longo da História, vê-se que, no tocante ao gênero humano, faz-se necessária a linguagem das imagens. E o livro da Sabedoria nos diz: "A grandeza e a beleza das criaturas fazem, por comparação, chegar ao conhecimento do seu Autor" (Sb 13, 5).
À primeira vista pareceria que o texto escrito - da Sagrada Escritura e da Tradição - seria de si suficiente para nos dar esse conhecimento. Entretanto, analisando o procedimento de Deus ao longo da História, vê-se que, no tocante ao gênero humano, faz-se necessária a linguagem das imagens. E o livro da Sabedoria nos diz: "A grandeza e a beleza das criaturas fazem, por comparação, chegar ao conhecimento do seu Autor" (Sb 13, 5).
No Jardim do Éden
Deus criou Adão e Eva na imortalidade, e na posse do dom de integridade, concedendo a Adão a ciência infusa. E deu-lhes por morada o Paraíso Terrestre. Por quê?
A respeito do Éden não se conhecem muitos elementos. Porém, ninguém duvida de que as criaturas lá existentes - minerais, vegetais e animais - continham reflexos mais intensos de Deus do que as contidas no restante do universo criado. E assim o confirmam comentários de célebres exegetas.
A respeito do Éden não se conhecem muitos elementos. Porém, ninguém duvida de que as criaturas lá existentes - minerais, vegetais e animais - continham reflexos mais intensos de Deus do que as contidas no restante do universo criado. E assim o confirmam comentários de célebres exegetas.
| Em 28 de Junho de 2005, Bento XVI apresentou o Compêndio do Catecismo durante uma |
| celebração litúrgica na Sala Clementina do Vaticano |
Se Adão e Eva não tivessem pecado, o contato deles, como também de todos os seus descendentes, com a esfera sobrenatural seria comum e corrente no Paraíso. Através de quê? Das imagens."Ninguém se cansa de contemplar a glória de Deus", diz o Eclesiástico (42, 25).
Todavia - com tristeza para nós, ou, como considera a liturgia da vigília do Domingo da Ressurreição: "Ó feliz culpa, que nos mereceu tão grande Redentor!" - nossos primeiros pais pecaram, e sua primeira reação foi tentar ocultar-se ao olhar do Criador, como se isso fosse possível, bem como fugir das belezas do Paraíso, porque elas refletiam a perfeição de Deus.
Por isso, ao aparecer na brisa da tarde, o Senhor perguntou em alta voz: "Adão, onde estás?", como se Ele não soubesse... Muito pelo contrário, Adão se encontrava dentro do próprio Deus. Santa Teresa de Jesus afirmou que sentia seus cabelos se arrepiarem ao pensar que quando nós pecamos, pecamos de dentro de Deus.
Adão já tinha perdido a ciência infusa, e não se dava conta de que de Deus jamais se pode fugir. Este, porém, na sua
| No final da cerimônia várias pessoas, represen- |
| tando as diferentes categorias do povo de Deus, |
| receberam um exemplar das mãos do Papa |
Tendo pecado, ambos já não podiam mais permanecer no Paraíso porque não agüentariam contemplar os reflexos de Deus tão extraordinários que lá existem: essas imagens estariam como que os convidando a uma postura de espírito que exigiria deles um esforço fora do comum.
Patriarcas, imagens de Deus para os rudes homens de seu tempo
Nossos primeiros pais foram, então, degredados do Paraíso para esta terra de exílio. Assim, a humanidade segue seu curso, já não mais em meio às grandezas do Jardim do Éden, mas no barro que deu origem a nosso primeiro pai.
Como passou a se comunicar Deus com os homens? Em primeiro lugar, através de aparições, vozes interiores, inspirações, etc. Mas tudo isso era insuficiente, e por isso Ele enviou os Patriarcas, homens de virtude excelsa e personalidade robusta, de Fé inquebrantável como Abraão, de pertinácia infatigável como Isaac.
Muito mais que o céu engalanado de estrelas, a imensidão dos mares, o resplendor da aurora ou a majestade purpúrea do ocaso, os Patriarcas eram imagens de Deus para os rudes homens daquela época, os quais não tiveram conhecimento da civilização elaborada a partir dos méritos e dos efeitos extraordinários do Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Como passou a se comunicar Deus com os homens? Em primeiro lugar, através de aparições, vozes interiores, inspirações, etc. Mas tudo isso era insuficiente, e por isso Ele enviou os Patriarcas, homens de virtude excelsa e personalidade robusta, de Fé inquebrantável como Abraão, de pertinácia infatigável como Isaac.
Muito mais que o céu engalanado de estrelas, a imensidão dos mares, o resplendor da aurora ou a majestade purpúrea do ocaso, os Patriarcas eram imagens de Deus para os rudes homens daquela época, os quais não tiveram conhecimento da civilização elaborada a partir dos méritos e dos efeitos extraordinários do Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Juízes e Reis
Após os Patriarcas, Deus foi representado pela linhagem espiritual dos doze Juízes, o derradeiro dos quais, Samuel, teve o desgosto de ouvir do povo eleito esta exigência: "Dá-nos um rei que nos governe, como o têm todas as nações" (1 Sm 8, 5). Cometeram com isso uma infidelidade, mas Deus, compreendendo que necessitavam de uma imagem mais à altura deles, lhes mandou os Reis.
Entre eles eleva-se a figura extraordinária de Davi, que deu origem à Estirpe Real por excelência, a qual culminou no Rei dos Reis, intitulado Filho de Davi.
Refulgente também é a pessoa de Josias, que reinou 31 anos e "fez desaparecer as abominações de toda a terra dos israelitas e impôs a todos que lá se encontravam que servissem o Senhor, seu Deus" (2 Cr 34, 33).
Não menos admirável foi Ezequias, o qual "fez o que é bom aos olhos do Senhor, como Davi, seu pai. Destruiu os lugares altos, quebrou as estelas e cortou os ídolos de pau asserás" (2 Rs 18, 3-4).
Entre eles eleva-se a figura extraordinária de Davi, que deu origem à Estirpe Real por excelência, a qual culminou no Rei dos Reis, intitulado Filho de Davi.
Refulgente também é a pessoa de Josias, que reinou 31 anos e "fez desaparecer as abominações de toda a terra dos israelitas e impôs a todos que lá se encontravam que servissem o Senhor, seu Deus" (2 Cr 34, 33).
Não menos admirável foi Ezequias, o qual "fez o que é bom aos olhos do Senhor, como Davi, seu pai. Destruiu os lugares altos, quebrou as estelas e cortou os ídolos de pau asserás" (2 Rs 18, 3-4).
Os Profetas, esses homens de fogo
Contudo, mais ainda do que pelos Patriarcas, Juízes e Reis, Deus manifestou- se aos homens através dos Profetas, homens de fogo que incentivavam o povo no tempo da fidelidade, invectivavam e ameaçavam nas épocas de apostasia, e orientavam nos períodos de intranqüilidade.
Esplêndida imagem de Deus foi, sem dúvida, Isaías, anunciando aos homens de todos os tempos e lugares, com 700 anos de antecedência, o maior acontecimento da História: "Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Deus Conosco" (Is 7, 14).
Figura quiçá mais fulgurante foi Elias, o qual se consumia de zelo pelo Senhor Deus dos Exércitos (1 Rs 19, 10), que se levantou como um fogo e cujas palavras queimavam como uma tocha ardente (Eclo 48, 1). Tendo sido arrebatado ao Céu porque ardia de zelo pela Lei (1 Mac 2, 58), será mandado de volta à terra "antes que venha o grande e temível dia do Senhor" (Ml 3, 23).
Esplêndida imagem de Deus foi, sem dúvida, Isaías, anunciando aos homens de todos os tempos e lugares, com 700 anos de antecedência, o maior acontecimento da História: "Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Deus Conosco" (Is 7, 14).
Figura quiçá mais fulgurante foi Elias, o qual se consumia de zelo pelo Senhor Deus dos Exércitos (1 Rs 19, 10), que se levantou como um fogo e cujas palavras queimavam como uma tocha ardente (Eclo 48, 1). Tendo sido arrebatado ao Céu porque ardia de zelo pela Lei (1 Mac 2, 58), será mandado de volta à terra "antes que venha o grande e temível dia do Senhor" (Ml 3, 23).
O Verbo Encarnado, imagem perfeita do Pai
No entanto, Patriarcas, Juízes, Reis e Profetas não passavam de imagens imperfeitas que preparavam a grande manifestação de Deus aos homens: a Encarnação da Segunda Pessoa da Santíssima Trindade.
| A arte "fala" sempre acerca do divino, da beleza infini- |
| ta de Deus, refletida no ícone por excelência: Cristo |
| Senhor, Imagem do Deus invisível ( ícone do Mostei- |
| ro Stavronikita de Monte Athos, Grécia) |
Ele veio trazendo revelações extraordinárias, jamais imaginadas até então em toda a História humana. Os próprios Anjos talvez se debruçassem nos "parapeitos" do Céu para ouvir as revelações feitas por Jesus aos homens.
Compreende-se que, após três anos de intenso convívio com Deus feito homem, os corações dos Apóstolos estivessem tomados por um ardente e místico desejo de conhecer a Primeira Pessoa da Santíssima Trindade. Filipe foi o porta-voz desse anseio: "Senhor, mostranos o Pai". A resposta de Jesus não poderia ser mais simples e mais real: "Filipe! Aquele que Me viu, viu também o Pai" (Jo 14, 8- 9).
Ou seja, se o Verbo não se tivesse encarnado, nem Filipe nem qualquer outro homem, por mais santo que fosse, poderia ter nesta terra uma imagem perfeita de Deus. Pois para tal não nos bastariam as Escrituras Sagradas nem as figuras imperfeitas dos Patriarcas, Juízes, Reis e Profetas.
Jesus fez infinitamente mais do que escrever
Jesus percorreu as cidades e aldeias pregando a Boa Nova, andou sobre as águas, transformou água em vinho, multiplicou pães e peixes, curou leprosos, restituiu a voz aos mudos, fez os surdos ouvirem, ressuscitou mortos...
Entretanto, não escreveu sequer um bilhete, menos ainda um rolo de revelações.
Não Lhe custaria multiplicar as cópias das Escrituras já existentes. Poderia também mandar os Discípulos escreverem de imediato suas doutrinas em rolos de papiro e multiplicá-los - superando mesmo, se assim desejasse, a produção de todas as impressoras fabricadas desde Gutenberg até nossos dias - para serem distribuídos às multidões.
Entretanto, Ele nada escreveu, nem multiplicou qualquer pergaminho, mesmo dos que leu tantas vezes nas sinagogas. Também não deixou instrução alguma quanto à redação ou utilização de textos relativos à sua vida.
Que fez Ele? Infinitamente mais do que tudo isso: na Última Ceia, instituiu a Sagrada Eucaristia, pala qual permanece conosco com seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade.
Entretanto, não escreveu sequer um bilhete, menos ainda um rolo de revelações.
Não Lhe custaria multiplicar as cópias das Escrituras já existentes. Poderia também mandar os Discípulos escreverem de imediato suas doutrinas em rolos de papiro e multiplicá-los - superando mesmo, se assim desejasse, a produção de todas as impressoras fabricadas desde Gutenberg até nossos dias - para serem distribuídos às multidões.
Entretanto, Ele nada escreveu, nem multiplicou qualquer pergaminho, mesmo dos que leu tantas vezes nas sinagogas. Também não deixou instrução alguma quanto à redação ou utilização de textos relativos à sua vida.
Que fez Ele? Infinitamente mais do que tudo isso: na Última Ceia, instituiu a Sagrada Eucaristia, pala qual permanece conosco com seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade.
E deixou-nos uma imagem viva de Si mesmo: a Igreja
Além disso, sabendo quanto os símbolos vivos são necessários ao homem para lhe dar o conhecimento de Deus, deixou-nos a Santa Igreja Católica, na qual sua fisionomia divina se reflete como num espelho. No ápice da Igreja, o Papa, o Doce Cristo na terra, a sucessão apostólica. Fez questão de nos dar também almas santas, como o Santo Cura d'Ars, do qual disse um advogado parisiense: "Vi Deus num homem". Ao longo da História, afirma São Roberto Belarmino, sempre existiram e continuarão a existir almas confirmadas em graça, imagens de Deus, para manter visível a santidade da Igreja.
Por fim, como o homem precisa valer- se dos sentidos para ter uma idéia mais próxima de quem é Deus, colocou Ele à nossa disposição esse meio poderoso de melhor o conhecermos e servirmos, que se chama Arte, nas suas ricas e variadas manifestações: Escultura, Pintura, Música, Teatro, Arquitetura, etc.
Por fim, como o homem precisa valer- se dos sentidos para ter uma idéia mais próxima de quem é Deus, colocou Ele à nossa disposição esse meio poderoso de melhor o conhecermos e servirmos, que se chama Arte, nas suas ricas e variadas manifestações: Escultura, Pintura, Música, Teatro, Arquitetura, etc.
As palavras do Papa
Todas essas reflexões, nós as encontramos fundamentadas nas sábias palavras do Papa Bento XVI, pronunciadas em 28 de junho, no ato de apresentação do Compêndio do Catecismo da Igreja Católica.
Disse o Santo Padre: "No texto foram inseridas também imagens. Esta opção tem como finalidade ilustrar o conteúdo
Disse o Santo Padre: "No texto foram inseridas também imagens. Esta opção tem como finalidade ilustrar o conteúdo
| As imagens inseridas no Compêndio proclamavam a mesma mensagem |
| que a Sagrada Escritura transmite através da palavra |
A isso nos estimula o Pontífice, ao afirmar: "As imagens e as palavras iluminam- se umas às outras. Pelo menos implicitamente, a arte ‘fala' sempre acerca do divino, da beleza infinita de Deus, refletida no Ícone por excelência: Cristo Senhor, Imagem do Deus invisível".
Não deixou Sua Santidade de expor seu autorizado ensinamento de Pastor Supremo também a respeito da importância das imagens sacras, de Jesus, da Virgem Maria, dos Anjos e Santos: "Com a sua beleza, as imagens sacras são também anúncio evangélico e exprimem o esplendor da verdade católica, mostrando a suprema harmonia entre o bom e o belo, entre a via veritatis e a via pulchritudinis".
Já na Introdução do Compêndio constam palavras escritas pelo Santo Padre quando ainda Cardeal, incentivando os catequistas a utilizarem o rico patrimônio iconográfico cristão: "Hoje, mais do que nunca, na civilização da imagem, a imagem sacra pode expressar muito mais que as palavras".
(Revista Arautos do Evangelho, Agosto/2005, n. 44, p. 16 à 19)
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